Das fitas de final de curso

Às vezes, lá volto a destapar a caneta dourada para escrever uma fita de fim de curso…

Nunca escrevi tantas como naquele ano de 2006 e não há nenhuma que escreva que não me traga essas à memória.
Escrever numa fita de fim de curso é sempre um exercício de nostalgia.
Olhei para aquela fita vazia e, como habitual, não sabia o que escrever.
Então, pensei: o que escreveria o meu eu de hoje,  na fita de final de curso, ao meu eu que se licenciou há quase 10 anos? Que conselhos lhe daria? 

E comecei, enumerando:
1. Não acabes já o curso! Vais ter muito tempo para começar a trabalhar, construir uma carreira, fazer umas poupanças e iniciar um PPR…

Neste momento o melhor que podes fazer por ti é mesmo chumbar ( basta deixar uma cadeirinha, não precisas de mais). Precisas de te organizar e perceber o que realmente queres, é que pode ser diferente do que achas que queres.

2. Não te incomodes, se mudares de ideias ou planos quando começares a trabalhar. Isso não significa que tens problemas, significa que evoluis.

3. O caminho faz-se a andar, por mais cliché que seja, acredito mesmo que devemos gozar o caminho para onde quer que vamos, mesmo quando não é claro onde ele nos leva… É bom estipular objectivos, mas não devemos querer viver no futuro.

4. Mantém-te fiel a ti própria, aos teus valores. Sê tu própria e nunca desistas de ti ou dos teus sonhos. É isso que importa no final do dia. Mas não confundas isso com impossibilidade de mudar de opinião aqui ou ali. Eu aprendi que mudar de opinião não significa perder-me e que os sonhos de hoje podem não fazer sentido amanhã.

5. Faz sempre o possível e o impossível para te manteres próxima das pessoas importantes para ti, mesmo quando estás fisicamente longe.

6. Estamos sempre a aprender, com mais novos e mais velhos. É uma das coisas mais maravilhosas da vida: é uma aprendizagem constante.

7. Nos momentos mais tramados, não sejas muito dura contigo, lembra-te que estás a fazer o melhor que consegues.

Fiquei satisfeita com o resultado. Mas duvido que o meu eu de 23 anos, tão cheio de certezas e respostas, desse algum crédito aos conselhos que escrevi.

Ahhh se eu soubesse o que sei hoje…

 

P.

*Fonte Imagem: Lupytha Hermin, disponível em http://tinybuddha.com/fun-and-inspiring/dear-self/

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