Dublin em três dias

Fui para Dublin sem grandes expectativas, confesso. E geralmente, é assim que encontramos os lugares que mais nos fascinam. A capital irlandesa não foi excepção a esta regra.

Adorei e recomendo, sem dúvida.

Não sendo uma cidade muito grande, tem a vantagem de poder ser visitada completamente a pé (com esforço, é verdade). Sendo que, quem preferir pode perfeitamente optar pelos transportes públicos, nomeadamente, os autocarros que têm paragens em toda a cidade e estão constantemente a passar.

Qualquer que seja a solução adoptada, estes são, para mim, os locais a não perder:

Dia 1

Começámos pelo centro, rumando à O’Connell Street, principal artéria da cidade, depois de um belo pequeno almoço irlândes.

Já na O’Connell Street encontramos o “Spire of Dublin”, um monumento alto, em forma de agulha, com 120 metros de altura, considerado a maior escultura do Mundo.

Continuando na O’Connell passámos pelo famoso General Post Office, seguindo até Ha’Penny Bridge, (O’Connell Bridge), a ponte pedestre mais antiga de Dublin, construída em 1816, sobre o Rio Liffey.

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Passeando pela margem visitámos a Custom House ( edifício neoclássico do século XVIII, que começou por ser sede alfandegária do Porto de Dublin, sendo hoje utilizado como sede do governo local na Irlanda), e o Four Courts (edificio de 1802, assim chamado porque, até 2010, tinha ali se localizavam 4 Tribunais, hoje permanecendo apenas 3).

Em frente, na praça College Green, vimos a Trinity College (verdadeiramente imponente) é a universidade mais antiga da Irlanda, fundada em 1592, no local onde se situava um antigo mosteiro agostiniano. Aqui, encontra-se uma das maiores atracções de Dublin, que acabámos por não visitar, face à enorme fila que encontrámos, é a Old Library, uma biblioteca emblemática, onde se pode ver a harpa mais antiga da irlanda e o famoso Livro de Kells, conhecido como Grande Evangelho de São Columba, é um manuscrito elaborado por monges celtas por volta do ano 800 AD que se mantém como base do cristianismo irlandês.

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Saindo da Trinity College, seguimos para a Grafton Street, onde só se  circula a pé e onde encontrámos a estátua em homenagem a Molly Malone, onde se impõe uma selfie.  Ainda hoje se discute se esta emblemática personagem, que é um dos símbolos da cidade de Dublin, de facto existiu, mas segundo reza lenda viveu no Séc XVII, vendendo peixe pela cidade e encantando todos pela sua beleza.

A Grafton Street é uma zona muito engraçada, com imenso comércio, imensa vida e onde também encontra diversos artistas de rua mostrando o seu talento a qualquer hora do dia, e tem o George’s Street Arcade (um mercado com um conceito diferente, onde podemos encontrar pintura, escultura, restaurantes, bijuteria…).

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Através da Grafton Street, entrámos pela Porta da Traição no St. Stephen’s Green, um jardim enorme, com um grande lago, ideal para descansar um bocadinho e aproveitar para ver o busto doo famoso escritor irlandês James Joyce.

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Depois de retemperarmos energias, continuámos até Merrion Square, porque eu queria mesmo passar pela casa onde habitou (um dos meus escritores de eleição) Oscar Wilde, em frente da qual está uma estátua em sua homenagem. E, também, porque é o melhor local para observar e tirar fotos às famosas portas coloridas de Dublin (parece que estamos dentro de um postal).

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Aqui passámos, ainda, pelo Merrion Square Park, que não é muito grande, mas tem bastantes estátuas e monumentos muito originais, alguns deles. Os mais conhecidos são a estátua de Oscar Wilde e o Throne (trono).

E seguimos para o Temple Bar ( que é tão concorrido como se imagina), conhecida como a zona dos Pubs de Dublin. É bom despender algum tempo para simplesmente andar ali pelos quarteiroes, a espreitar os pubs, os artistas de rua e a movimentação. Apesar de termos ido mesmo ao próprio Temple Bar e passado pelo  Brazen Head ( que abriu em 1198, sendo o pub mais antigo de Dublin), acabámos por escolher outro para ficar um bocado a ouvir música e beber um copo.

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Dia 2

Neste segundo dia começámos pelo Castelo de Dublin, construído no século XVIII e situado na Dame Street, é a antiga sede fortificada do governo britânico na Irlanda até 1922, sendo um importante complexo governamental do país.

(mais informações aqui)

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À saída e, de surpresa, deparámo-nos com a Dublin City Hall, um edificio do Sec. XVIII, localizado no extremo da Parliament Street, assim chamada pelos vários edificios governamentais que alberga.

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Seguimos depois para a Christ Church Cathedral ( Catedral da Santíssima Trindade), é a mais antiga das catedrais medievais da cidade, edificada em 1038!

E porque se impunha, fomos daqui para a Saint Patrick’s Cathedral, a outra Catedral Medieval de Dublin (de visita obrigatória). Reconstruída no início do século XIII, vale mesmo a pena a entrada para uma visita.

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Depois fomos até um ex libris da cidade, que me foi super recomendado e que valeu mesmo a pena:  Kilmainham Gaol. Uma antiga prisão, inaugurada em 1796, hoje desactivada (como é óbvio) mas que mantém tudo igual ao momento em que fechou, sendo a visita bastante real. A visita demora cerca de uma hora. A Kilmainham Gaol fica na Inchicore Road.

(Informações úteis em http://www.heritageireland.ie/en/kilmainhamgaol/)

Depois de sair, passámos na Heuston Station (emblemática estação de comboios).

Para esta noite reservámos lugares para o “Celtic Nights”. Um espéctaculo de dança e música celta ao vivo, com jantar. Os bailarinos e os músicos são brilhantes, dá vontade de saltar para o palco e dançar com eles. Conseguem criar um ambiente mágico, ao ponto de ficar arrepiada com a perfeição da coreografia, que ja vai na 18ª temporada… Fica próximo da famosa O’Connell Bridge.

Podem obter mais informações sobre o espéctaculo aqui: http://celticnights.com/.

 

Dia 3

Neste terceiro dia começámos a nossa caminhada na Henry Street, onde encontrámos imensos artistas de rua a dar verdadeiros espectaculos. Pelo que estávamos sempre a parar, ora por causa do concerto de uma banda, ora para ver um bailarino ou um musico.

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Não há circulação de carros nesta rua.

Depois fomos até a St. James Gate, para visitar a incontornável Guinness Storehouse. É a fábrica original da cerveja mais famosa do mundo, mas foi, para mim, o menos interessante que vi em Dublin. A visita é longa, e basicamente, conta-nos a historia da marca e mostra como se fabrica a bebida. O que vale, mais a pena, é a ida ao Gravity Bar, que fica no topo do prédio, onde se pode degustar  uma original guiness, com vista total e brutal da cidade.

Para mais informação, vão até ao site oficial da Guinness.

Em alternativa ( ou não), para quem é fã de Whisky tem a Old Jameson Distillery, na Bow Street, onde se pode assistir na própria fábrica de uísque The Old Jameson Distillery, a uma lição de como se produz o famoso whiskey irlandês ( que os irlandeses garante que foi o primeiro de todos).

Neste último dia, passámos no Gin Palace, e valeu bem a pena. Foi o melhor Gin que bebi até hoje.

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Espero que seja útil.

E não se esqueçam, na Irlanda sejam Irlandeses e para isso precisam de saber:

  1. Duendes: São o mito mais famoso da Irlanda (em Dublin há mesmo um museu interactivo que lhes é dedicado) e vem remonta à Idade Média. Há LEPRECHAUNS à venda por todo o lado. Basicamemte são homenzinhos verdes pequenos e velhinhos que vivem em pequenos arbustos. São os sapateiros das fadas, e só  fazem dois sapatos por ano. São os guardiões dos tesouros escondidos. Tradicionalmente, duendes são fadas, mais altas que as normais, e muitas vezes aparecem para os seres humanos na forma de um velhinho. Reza a lenda, que os duendes coleccionam ouro, que guardam num grande panelão que escondem numa das extremidades do arco-iris.
  2. O Trevo: também vão encontrar trevos por todo o lado, porque têm um significado único na Irlanda. Acredita-se que é uma planta sagrada que pode afastar qualquer mal.

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Recomendações:

 

Para comer:

Lanigans Pub Eden Quay

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Para ficar:

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Estas fotografias são da minha autoria @Todos os direitos reservados

P.

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2 thoughts on “Dublin em três dias

  1. Miss IT

    Amei a Irlanda! Também fiz 3 dias, mas a diferença é que foram 2 em Dublin, no 3º fiz um tour até aos Cliffs of Moher e Galway. O ponto alto da minha viagem foi mesmo o tour, a paisagem da Irlanda é de cortar a respiração. Também tivemos imensa sorte com o tempo, o céu esteve limpo nos três dias.
    De facto é daquelas viagens em que não se está com grandes expectativas, mas sai-se de lá completamente apaixonado pelo país.

    Gostar

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