Já é Dezembro. Outra vez. 

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Chegou Dezembro e com ele a promessa do Natal e de um ano novinho para estrear em breve.

Com Dezembro chega, também, a certeza das resoluções que não se cumpriram: a dieta que falhou, o ginásio que nunca chegou a acontecer, o curso que não se fez, o voluntariado que se ficou pelas boas intenções, a melhor gestão de tempo, o projecto que não passou do papel, a peça de teatro que não se viu, aquele café que não se bebeu com aquele amigo que vemos tão pouco…

E chega a incerteza acerca do ano que aí vem: um ano que se apresenta em branco é sempre uma perspectiva algo assustadora para mim, desde miúda que me lembro de sentir isso. O que estará por detrás daquela porta.

E ouve-se repetidamente a mesma pergunta que fazemos a nós mesmos: “Como é que já estamos em Dezembro? Não parece que este ano passou super rápido?” E, eu acho que alguém devia estudar, realmente, este fenómeno da velocidade dos tempos e arranjar uma forma de abrandar a coisa…

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Dezembro traz memórias e cheiros de outros Natais, das velas a arder, da lareira (que cheirava de forma diferente na noite de Natal), do olhar do meu avô quando me tbentregava a sua prenda, da comida da minha Avó, das picardias dos meus tios, das risadas à mesa pela noite fora e do chá das 2.00 da manhã.

Dezembro traz nostalgia, é verdade, mas ao mesmo tempo, carrega uma aura de esperança e de alegria. São as luzes pelas ruas, as montras enfeitadas, as músicas, a árvore, os presépios, os cartões e postais, os jantares e almoços com família, amigos e colegas.

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Há quem se comece a preparar para fazer o balanço do ano que vai embora e quem já pense nas novas resoluções ou numa forma de reciclar as não cumpridas e voltar a tentar. Eu já deixei de fazer balanços em Dezembro, que isso é coisa de contabilista e eu não sou grande fã de números.

Dezembro também traz o fenómeno dos enfurecidos com o espírito de Natal: só se lembram nesta altura”; ” agora toda a gente é muito boazinha”; “odeio o cinismo das pessoas no Natal”. Eu percebo, em parte, o que dizem, mas também, dou o devido desconto, porque muitas vezes esta fúria vem de quem não olhou para outro lado além do seu umbigo nos últimos 11 meses.  E porque acho que nenhum gesto de bondade, seja em que altura do ano for, deve ser desvalorizado.

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Mas é verdade, começa Dezembro e chega o espiríto natalício e, lamento, mas mesmo tendo pena que não dure mais, eu não tenho nada contra, pelo contrário. A magia do Natal está toda aí, nesse espírito, nesse sentimento de que algo mágico está a acontecer à nossa volta. Volto sempre a ser criança no Natal, não pelas prendas, pela magia, já dizia o Bryan Adams

There’s something about Christmas time
that makes you wish it was Christmas everyday

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Chegou Dezembro: que se tragam as luzes e vão buscar as àrvores às arrecadações, que se que marquem almoços e jantares todos os dias que os fins de semana são curtos, que se espalhe a magia do Natal e que haja tempo para parar e apreciar (as luzes, a música, os gestos de bondade e o espírito natalicio), que saibamos agradecer o que temos (ou, melhor, quem temos), que se concretizem os nossos desejos e que se deixem os balanços para os profissionais.

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Imagens daqui, daqui, daqui, daqui

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