X-Files: é hoje!

Tenho muito receio de me desiludir com os novos episódios mas mesmo assim não consigo controlar o “excitex”.

É que enquanto as minhas amigas suspiravam pelos moços das boysband ou actores de cinema, eu achava o Fox Mulder o máximo (ainda acho, sou muito dada à coerência). Quando vi que ele também adorava sementes de girassol tive a certeza de que éramos almas gémeas.

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Foi dele, aliás, o único poster que algum dia figurou no meu quarto. E por lá ficou, colado na porta do armário, por dentro, durante mais de dez anos. Custou-me quando tive de o arrancar e ele se rasgou.

Lembro-me de me identificar com a forma de pensar da Scully e de achar inadmissível a opinião dela, sempre baseada em factos empíricos, ser constantemente relegada para segundo plano. Adorava o facto de ela sair fora dos estereótipos. E achava-a linda.

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Nunca me apercebi que faltasse acção romântica no enredo. O meu foco eram os casos e para os investigar a relação entre eles era ideal. Uma simbiose que não era perfeita mas que era eficaz. Tal e qual a minha ideia do que uma relação amorosa deve ser.

Eu ansiava pelo próximo episódio dos Ficheiros Secretos. Passavam muito tarde e durante a semana pelo que os punha a gravar (em VHS) para ver no dia seguinte. Mas raramente conseguia ir dormir depois de carregar no play (sim, porque não dava para programar a gravação).

Eu tinha de ver (e ouvir) pelo menos o início do episódio.

A música do genérico assustava a minha irmã (que era mais pequena) mas ela insistia em querer ver os episódios comigo. Tapava os olhos com a almofada quando apareciam os monstros. Eu fazia-me de forte mas depois sonhava com eles.

Fui revendo os episódios que gravei, até a televisão já não dar para ligar ao vídeo. E depois fui-me esquecendo deles.

Até que um dia descobri que os podia ver online e revi alguns. E foi só aí que percebi o quanto esta série me marcou e como o fez.

É por isto que hoje me sinto ansiosa para me pespegar no sofá com as almofadas, no escuro e deixar que a música do genérico me leve de volta aos meus 13 anos.

Aquele assobio faz parte da minha banda sonora, relembra-me dos mistérios que me pareciam insondáveis e que fui resolvendo ao longo dos episódios da minha vida.

E quero acreditar que mais virão.

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J.

Imagens daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui.

 

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