9 coisas que todas as mulheres devem saber sobre os “merdas”

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Eu e o D. acabámos, não me faças perguntas e nunca mais me fales nele“.

Foi assim que fiquei a saber que a V. ia precisar muito de mim nos próximos tempos, embora, para já, fosse peremptória em garantir que nunca mais queria falar do assunto, eu sabia que era um golpe demasiado rude para todos os planos e expectativas dela. E, sobretudo, para o seu coraçãozito apaixonado.

Das minhas amigas mais chegadas, a V. é aquela que menos sorte ao amor tem. Tem o chamado dedo podre no que toca a escolher homens -ou eles a escolhê-la a ela, eu sei lá…

Toda a gente tem azar de vez em quando. Às vezes é uma questão de timings, outras de erro de casting e outras, que tem sido sido sistematicamente o caso da V., é o que eu chamo de síndrome do pior cego. Ela tem à frente dela todos os sinais de vai para um beco sem saída, ela já viu aquele filme vezes suficientes para o ter decorado, mas ela insiste, porque o pior cego é o que não quer ver.

Como já lhe disse, todos somos cegos a determinada altura e todos teimamos, aqui e ali, em não ver o óbvio, em calar a voz dentro de nós que grita “não vás por aí“. Todos já caímos, num buraco cheio de lama e estivemos uma eternidade para nos levantarmos, sempre a escorregar lá para dentro outra vez, até que, finalmente, nos erguemos.

O problema da V. é que insiste em percorrer os mesmos becos, uma e outra vez, não aprendendo que se tudo é igual, o desfecho também não vai mudar.

O D., como a maioria dos namorados da V., era um “merdas”: imenso estilo, imenso charme, muito paleio e nenhuma vontade de se comprometer. E, como TODOS os merdas, o D. tinha características que o definiam e que se topam à distância, quando estamos de fora:

  • preferia que estivessem só os dois” e não fazia a mínima questão de estar com os amigos dela;
  • nas raras ocasiões em que esteve com alguns amigos dela, não fez o mínimo esforço para se integrar;
  • não saíam os dois com os amigos dele porque “eles gostavam de só sair entre eles” e, também, não falava deles;
  • nunca queria ir aos sítios que ela frequentava antes de se conheceram porque”era uma chatice encontrarem alguém”;
  • não falava dos pais ou da família, nem fazia perguntas;
  • nunca referiu, sequer remotamente, a hipótese de a apresentar aos pais ou conhecer a família dela;
  • vivia “um dia de cada vez” e com esta frase acabava todas as discussões acerca de futuro;
  • não admitia o confronto e sempre que ele surgia deixava no ar que ela “se podia mudar se estivesse mal”;
  • sugava-lhe a auto-estima e, ao mesmo tempo, conseguia aumentar a fixação que ela tinha nele.

Eu sei que, se eu vi isto tudo, a V. também viu, mas ignorou, mentiu para si mesma e chegou a um ponto em que já nem sabia o que era a verdade e o que era mentira. Como quem se enreda numa teia de tal forma que quanto mais se mexe mais presa fica. E chegou a uma altura em que tinha a auto-estima tão “nas lonas” que nem sequer se conseguia mexer.

E é este o maior perigo dos “merdas“.

Hoje, que falámos nisto tudo, a V. perguntou-me se eu achava que algum dia o D. ia mudar? Talvez… se tornar presa na sua própria caçada. 

P.

 

Imagem daqui

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