O fim do medo de Domingo e outras coisas

Finalmente conseguimos encontrarmo-nos, depois das muitas combinações descombinadas.
Disse-me que o tempo, desde que o ano começou, tem fugido debaixo dos pés, no bom sentido.
Que as mudanças são assim mesmo, imprevisíveis. E as dela têm sido incrivelmente compensadoras.
Um dia disse-me que queria ter uma vida em que precisasse de férias para descansar, não para fugir ou poder ser ela própria por uns míseros dias…
Hoje confessou-me que é uma pessoa grata, enquanto dá um passeio na praia ao final da tarde, porque tem essa vida, de que não precisa de fugir.
Não precisa dos fins de semana para se sentir viva, nem dos feriados para ser ela, nem das férias para estar em paz.
Também já não tem medo dos Domingos e as Segundas-feiras já não a deprimem.
Já não sente uma faca constantemente apontada às costas e nem um nó na garganta com o amontoado de tudo o que não dizia.
Isso percebe-se, na cara dela, na postura, nas gargalhadas desprendidas e genuínas, iguais às que dava quando a conheci, há uns 15 anos atrás…
" Mudaste muito" disse-lhe, contente como só ficamos pelos amigos que são família
" Não" respondeu-me " só voltei a ser eu! ".

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