A voz da minha consciência

O problema é a vozinha fininha que vem de dentro e que me incomoda até às unhas dos pés.

O problema é a espinha dorsal que me impede de olhar para o lado e assobiar. O problema é a consciência: a minha.

De que vale apregoarmos valores e princípios e depois ficarmos de braços cruzados quando nos atiram um dilema moral para o colo? Quem somos nós quando nos calamos perante uma injustiça? Quem sou eu quando me tento convencer que não tenho de fazer nada?

E sempre aquela frase na minha cabeça ” para que o mal triunfe é preciso que os homens de bem nada façam“.

Uma amiga foi assaltada há uns anos numa das ruas mais movimentadas de Lisboa. Para lhe arrancar a mala, um tipo empurrou-a, ela caiu por uma escada e ali ficou. De todas as pessoas que passaram por ela nenhuma lhe estendeu a mão, nenhuma se importou, todos lhe passaram ao lado. Teve de se levantar sozinha e, mal se podendo mexer, telefonar a pedir ajuda. De toda a experiência, foi isto que lhe foi mais dificil ultrapassar: a falta de humanidade.

E pensar que toda aquela malta que passou por cima dela, naquela tarde, se deitou à noite e adormeceu…

Eu não consigo adormecer sem que antes a minha consciência me diga: ” estás a falhar…e eu sei que tu sabes isso…”.

Hoje no carro levantei pus o volume da música no máximo, para ver se o som abafava a voz miúdinha da minha consciência. Não resultou.

Não consigo deixar de pensar que nos tornamos cúmplices das porcarias com que compactuamos. Seja quando deixamos que uma pessoa pontapeie um cão à nossa frente, quando viramos a cara perante um casal que se agride, quando passamos por cima de alguém que foi assaltado, quando nos calamos e deixamos que humilhem alguém à nossa frente? E o que isso faz de nós? O que isso faz de mim?

Como é que toda a gente dorme?

No fim do dia, a questão é simples: estou a borrifar-me que metam a pata na poça ou na lama, só não me obriguem a sujar-me também.

Sou responsável pelos meus erros, pelas minhas porcarias, pelas minhas decisões, não me arrastem para decisões que não tomei; não posso ser cúmplice de porcarias que não são minhas.  Não consigo. Está na minha natureza.

É que eu não sei como os outros dormem, mas eu não durmo e preciso de dormir!

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P.

Hoje é dia dos…

Actos espontâneos de generosidade…

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Caso, ainda, não tenham praticado nenhum, aqui ficam algumas ideias, bastante simples ( todas gratuitas) para melhorar este mundo louco e (no fim do dia) a nossa própria vida:

  • Elogiar, sinceramente e sem graxismos (um bom trabalho, um bom look, uma boa ajuda, uma boa pessoa). Todos gostamos de nos sentir valorizados e quem sabe se não será o primeiro elogio que o nosso interlocutor recebe em muito tempo…
  • Ouvir, mesmo os mais chatos. Todos precisamos de alguém que, simplesmente, nos ouça, de vez em quando;
  • Agradecer, sempre e sinceramente, a quem lhe deu uma ajuda (a encontrar aquele chocolate no supermercado, a resolver aquele problema no trabalho, a ultrapassar um dia mais difícil, a ligar a um médico para arranjar uma consulta);
  • Partilhar aquele vídeo que valeu umas boas gargalhadas, para que outros também se possam rir;
  • Roubar uma gargalhada a alguém;
  • Telefonar a um amigo só para saber se está tudo bem;
  • Oferecer um café;
  • Segurar a porta ou o elevador para quem vem atrás de nós;
  • Mandar uma mensagem para aquela pessoa que sabemos que está a precisar de uma “forcinha”;
  • Fazer e oferecer um bolo a alguém;
  • Pôr um ponto final em conversas venenosas sobre outros;
  • Aprender a sermos generosos connosco (estamos a dar o nosso melhor, afinal).

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Usem a hashtag #rakweek2017 e visitem o site RAK, afinal, tal como os actos de generosidade, as boas ideias também devem ser partilhadas.

 

P.

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E a amizade?  

O que é que se passa com a amizade? Se os amigos são tão importantes na nossa vida, como é que temos tão pouca vida para os amigos? Tudo Serve de desculpa: o trabalho, a família, o sono o sofá… habituamo-nos a adiar encontros cada vez com menos caracteres; conversamos com ecrãs, rimos com as teclas e fazemos likes para enganar a saudade. Mas entre um não posso e outro os grandes amigos vão se tornando estranhos, o que é estranho! As grandes amizades não pedem muito mas pedem manutenção. Pedem olhares, silêncios, sintonia, piadas que mais ninguém percebe; pedem tempo, mesmo que parece pouco, vai sempre parecer.

Não precisamos de mil amigos, precisamos de bons amigos, muito mais do que imaginamos. Va lá, liga-lhes e fura-lhes a agenda! Arranca-os da rotina, das desculpas, seja a que horas for! Se estiveres de pijama veste umas calças por cima, marca encontro no sitio do costume e façam o que sempre fizeram…nada. Tenham conversas que não levam a lado nenhum, contem as mesmas histórias de sempre mas estejam juntos! Está na altura de pousarmos o telefone e levantarmos o copo; se não puderes hoje vai amanhã, mas vai mesmo! Se a vida conspira contra a amizade, conspiremos juntos para a defender!

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Campanha Publicitária da SuperBock

Leva a amizade a sério

P.

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Toda a verdade sobre o Dia dos Namorados!

Nunca fui grande fã do Dia dos Namorados (ou de São Valentim, as you wish) e não o festejo há uns 15 anos. Mais, desde essa altura, em que terminei uma relação à beira deste dia enquanto toda a gente me perguntava “quais os meus planos para o dia dos namorados”, tornei-me uma espécie de “hater gozona” do mesmo.

Isto agravou-se depois daquela vez em que me esqueci que era dia dos namorados ( sim, posso ser bastante distraída), tentei ir jantar fora ( conseguem imaginar o horror desta experiência?) e acabei a encomendar uma pizza às 10 da noite, cansada, esfomeada e a ver corações de papel em todo o lado…

Compreendo, no entanto, a importância do dia, nomeadamente, para as floristas, criadores de menus especiais com pétalas de rosa e muitos frutos vermelhos e para as lojas que vendem almofadas, armário, dossiers, canetas e cadeiras em forma de coração.

Lembro-me de, no ciclo, a professora de inglês nos dar, como trabalho de casa, fazer um postal, comemorativo deste dia, onde cada um colocaria um poema, em inglês e enviava a quem quisesse na escola. Enviei o meu ao maior convencidão da turma, com o poema mais romântico que encontrei:

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P.

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Os 9 looks mais bizarros dos Grammys 2017

Além da grande noite da música ter ficado marcada pela mítica homenagem a Prince protagonizada por Lady Gaga e os Metallica e pelo discurso de Adele ao dividir a sua estatueta de melhor Álbum do ano com Beyoncé, a noite dos Grammys ficou, como sempre marcada pelas escolhas na passadeira vermelha (um verdadeiro delírio para a vista e para a imaginação).

Girl Crush, veio original, e eu só consegui lembrar-me de uma enorme piscina de bolas quando a vi…

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Jacqueline Van Bierk, também optou por um look discreto ( nota mental para este carnaval: suporte de Cd’s )

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Joy Villa parece que está a recrutar para as forças armadas norte-americanas ( de onde é que isto saiu…?)

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CeeLo Green, não resistiu ao look do homem estátua do Rossio

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Mike Posner, foi buscar inspiração para o seu look ao boneco ecológico

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Laverne Cox e o eterno problema do dedinho fugitivo

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Lady Gaga volta aos tempos de rebeldia (qual será a verdadeira. a tresloucada ou a Miss Robinson?!)

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Fiquei na dúvida: será que o Chance the Rapper está aflito para ir à casa de banho?

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Taraji P. Henson deixou-me a pensar ” como é que ela se sentou?”

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P.

Imagens adaptadas daqui, daquidaqui,  daquidaquidaquidaqui e daqui