A tradição já não é o que era

Nem nas Noivas de Santo António, nem em muitas outras coisas.

E ainda bem. Graças ao Santo António. E a todos os outros santinhos.

Ontem, quando vi isto em directo, fiquei meio horrorizada (com a constatação de que ainda há quem pense assim), meio divertida (com a perspectiva de que, como eu, a maioria das pessoas achasse graça ao ridículo da situação).

Dafuq

Num minuto e meio de reportagem a repórter consegue não só ter um momento menos feliz dizendo que “até há noivas que já são mães” (dramático, coisa que nunca houve noutros tempos, claro), escolher uma ex candidata a noiva de Santo António que não o chegou a ser, porque, vejam bem isto, não podia convidar toda a gente que queria e  culminar ao acertar na melhor espectadora para entrevistar.

Ora vejam:

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/estamos-em-direto-dos-casamentos-de-santo-antonio_v1007557

Concordo com a senhora numa coisa. A inspecção médica. Só acho é que quem devia ser sujeito a inspecção médica (e psicológica) são as pessoas que em 2017 ainda pensam assim.

J.

 

Motivos de força maior

Interrompo o silêncio com um apelo:

Por favor, parem de dar tempo de antena à m**** do DESPACITO. 

200w_d

A minha cabeça está num loop de despacito, constante, há semanas.

Para agravar,  a semana passada vi um meme onde em vez de despacito dizia “dez prás cinco” e pronto. Agora vou alternando entre des-pa-ci-to e dez-prás-cinco.


Aproveito a oportunidade para dizer que não emigrámos nem nos aconteceu nada, só mudámos de vida profissional as duas e têm sido meses muito intensos (principalmente para a P. que acho que não dorme 8h seguidas desde 2016).

Mas estamos decididas a voltar às lides do blog! Pinky promise.

J.

Gif daqui.

Apontamentos de Primavera #2

Pensei desabafar acerca do agradável tempo primaveril que se tem feito sentir nos últimos dias. Talvez reclamando que isto já não é o que era ou que no meu tempo, era diferente. Primavera a chover desta maneira, onde é que já se viu isto?!

Depois percebi que não, que já no ano passado me queixei do mesmo. Se calhar vou mesmo ter de esperar mais umas semanas para poder voltar às minhas Birkenstock. Suspiro.

Mas nem tudo está igual ao ano passado. Pelo menos, o chefe actual é MUITO melhor! 😀

giphy

J.

Gif daqui.

Só que não: parte II

Será que me posso candidatar? (clicar no título a vermelho para ler a notícia)

“Jovens que não estudam nem trabalham vão receber 700 euros mensais de subsídios estatais”

Tenho uma ideia genial para empreender: eu fazia coisas, tipo trabalhar por exemplo, e em troca, atenção à inovação aqui subjacente, pagavam-me…dinheiro!

Só que não, novamente.

Não cumpro com os critérios exigidos para aceder a medidas de estímulo e apoio governamentais: eu trabalho. Pior, sempre trabalhei e ainda para agravar mais, sempre paguei os meus impostos e contribuições.

E cheguei ao ponto em que trabalho para, basicamente, pagar as contribuições e impostos que sustentam estas medidas.

Portanto, juventude necessitada de apoios porque não estuda nem trabalha, aceito donativos (em qualquer formato) como agradecimento pela minha contribuição à manutenção do vosso nível de vida.

De nada.

J.

Hoje é dia dos…

Actos espontâneos de generosidade…

large_bursting_2

Caso, ainda, não tenham praticado nenhum, aqui ficam algumas ideias, bastante simples ( todas gratuitas) para melhorar este mundo louco e (no fim do dia) a nossa própria vida:

  • Elogiar, sinceramente e sem graxismos (um bom trabalho, um bom look, uma boa ajuda, uma boa pessoa). Todos gostamos de nos sentir valorizados e quem sabe se não será o primeiro elogio que o nosso interlocutor recebe em muito tempo…
  • Ouvir, mesmo os mais chatos. Todos precisamos de alguém que, simplesmente, nos ouça, de vez em quando;
  • Agradecer, sempre e sinceramente, a quem lhe deu uma ajuda (a encontrar aquele chocolate no supermercado, a resolver aquele problema no trabalho, a ultrapassar um dia mais difícil, a ligar a um médico para arranjar uma consulta);
  • Partilhar aquele vídeo que valeu umas boas gargalhadas, para que outros também se possam rir;
  • Roubar uma gargalhada a alguém;
  • Telefonar a um amigo só para saber se está tudo bem;
  • Oferecer um café;
  • Segurar a porta ou o elevador para quem vem atrás de nós;
  • Mandar uma mensagem para aquela pessoa que sabemos que está a precisar de uma “forcinha”;
  • Fazer e oferecer um bolo a alguém;
  • Pôr um ponto final em conversas venenosas sobre outros;
  • Aprender a sermos generosos connosco (estamos a dar o nosso melhor, afinal).

sre-bom-apenas-momentos-bondade-palavras-2bde2banimo-2btumblr

Usem a hashtag #rakweek2017 e visitem o site RAK, afinal, tal como os actos de generosidade, as boas ideias também devem ser partilhadas.

 

P.

Imagem daqui e daqui

Toda a verdade sobre o Dia dos Namorados!

Nunca fui grande fã do Dia dos Namorados (ou de São Valentim, as you wish) e não o festejo há uns 15 anos. Mais, desde essa altura, em que terminei uma relação à beira deste dia enquanto toda a gente me perguntava “quais os meus planos para o dia dos namorados”, tornei-me uma espécie de “hater gozona” do mesmo.

Isto agravou-se depois daquela vez em que me esqueci que era dia dos namorados ( sim, posso ser bastante distraída), tentei ir jantar fora ( conseguem imaginar o horror desta experiência?) e acabei a encomendar uma pizza às 10 da noite, cansada, esfomeada e a ver corações de papel em todo o lado…

Compreendo, no entanto, a importância do dia, nomeadamente, para as floristas, criadores de menus especiais com pétalas de rosa e muitos frutos vermelhos e para as lojas que vendem almofadas, armário, dossiers, canetas e cadeiras em forma de coração.

Lembro-me de, no ciclo, a professora de inglês nos dar, como trabalho de casa, fazer um postal, comemorativo deste dia, onde cada um colocaria um poema, em inglês e enviava a quem quisesse na escola. Enviei o meu ao maior convencidão da turma, com o poema mais romântico que encontrei:

0519e885c560d396545951dbaf3ebcde210c3e-retina-thumbnail-large

P.

Imagem daqui