Comentador do Dia #40

Comentários do fim do Mundo… ( ou do seu reagendamento).

P.

Imagens adaptada daqui

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Depois da mentira…

Chegou à esplanada, atirou com as chaves do carro para cima da mesa e disse-me:

Menti-te e sei que tu sabes!
– Mmm… ok…

– É só isso que vais dizer? “ok?” Não queres que as coisas fiquem esclarecidas, tu não és a mesma. Desculpa.

– Não precisas de pedir desculpa. Está tudo bem, a sério.

-Mas estás diferente, comigo. Quer dizer, és a mesma, mas eu sei que estás diferente, comigo, que alguma coisa mudou… eu sinto isso – e sentou-se, como que derrotado.

– Eu sou a mesma e tu também. Nós somos os mesmos. Não estou zangada. As coisas são como são, as pessoas mentem. Lidamos como isso e seguimos em frente, como conseguimos. É isso… mas percebe, eu agora vivo num Mundo em que sei que tu és capaz de me mentir. Está tudo bem… É só que… antes eu não pensava que isso pudesse acontecer, só isso. Mas está tudo bem. Queres que peça café para ti também?

 

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P.

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None of us can make it alone

Numa semana em que a minha tribo me valeu, como sempre, ver este vídeo comoveu-me.

Não somos nada sem os nossos, ninguém é feliz a ser um self-made men. Somos penínsulas e não ilhas, todos precisamos uns dos outros, dos nossos. Não por interesse, mas porque somos humanos e estamos cá uns para os outros, uns pelos outros. Só assim faz sentido e só assim conseguimos.

Às vezes, há momentos, em que nos tiram o tapete debaixo dos pés e nos desiquilibramos, e é aí, que vemos quem lá está para nos segurar, quem são as nossas pessoas.  Como nós somos delas. Porque é uma estrada de dois sentidos.

 

P.

Um conto para segunda-feira

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro de todas as pessoas. Ele disse:

– Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau – É a raiva, inveja, tristeza, cobiça, arrogância, ressentimento, orgulho falso e ego. O outro é Bom – É alegria, paz, esperança, humildade, bondade, empatia, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:

– Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:

-Aquele que você alimenta.

Parábola indígena

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P.

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Um poema de Outono

Foi-se embora o espalhafatoso verão!

De dentro do eterno ciclo da natureza retornou o outono, sereno e calmo!

“La belle season” é como batizaram os franceses esta estação que nos descortina as renovadas-vestes-da-divindade presentes na natureza.

Outono é uma parábola de nós mesmos, seres outonais! Suas manhãs são mais poéticas e os seus crepúsculos são mais filosóficos. Aquelas são belas em sua melancolia. Estes são melancólicos em sua beleza. Assim, somos todos nós.

Creio que é no outono que entendemos melhor o ensinamento de Oscar Wilde: “ser como crianças, para não esquecermos o valor do vento no rosto e ser como velhos para que nunca tenhamos pressa”.

Isso é sabedoria. E se nos tornarmos mais sábios, já não precisaremos mais ter medo de envelhecer. Afinal, a vida também é um eterno renascer.

Coisa que só o outono ensina. O resto são folhas mortas.”

Carlos Alberto Rodrigues Alves

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Entretanto no Olx #4

Sou só eu que acho isto assustador…

(E assustadoramente caro! )

Onde andam os castigadores da parvoíce quando precisamos deles?

P.

 

Imagem adaptada daqui