Só que não: parte II

Será que me posso candidatar? (clicar no título a vermelho para ler a notícia)

“Jovens que não estudam nem trabalham vão receber 700 euros mensais de subsídios estatais”

Tenho uma ideia genial para empreender: eu fazia coisas, tipo trabalhar por exemplo, e em troca, atenção à inovação aqui subjacente, pagavam-me…dinheiro!

Só que não, novamente.

Não cumpro com os critérios exigidos para aceder a medidas de estímulo e apoio governamentais: eu trabalho. Pior, sempre trabalhei e ainda para agravar mais, sempre paguei os meus impostos e contribuições.

E cheguei ao ponto em que trabalho para, basicamente, pagar as contribuições e impostos que sustentam estas medidas.

Portanto, juventude necessitada de apoios porque não estuda nem trabalha, aceito donativos (em qualquer formato) como agradecimento pela minha contribuição à manutenção do vosso nível de vida.

De nada.

J.

Trabalhar para acabar com o desemprego: Só que não.

Não tenho conseguido escrever grande coisa porque tenho estado a trabalhar.

A trabalhar das 09 às 18 (quando corre bem), a trabalhar numa start up onde tudo é novo, a trabalhar num projecto muito giro e exigente, a trabalhar usando todos os neurónios que tenho e o treino que lhes dei ao longo dos anos.

Tenho trabalhado bastante o que me faz sentir bem, especialmente por saber que muito mais há para fazer e que o céu é o limite. Motivação em alta, equipa 5 estrelas, projecto aliciante. Tudo maravilhoso, portanto.

Até entrar a variável Segurança Social.

Para contextualizar, estive 5 anos a trabalhar como falso recibo verde, tive atividade fechada durante 9 meses e voltei a iniciar em janeiro último.

Eu tinha prometido a mim mesma que não voltaria a aceitar trabalhar como falso recibo verde mas o projeto era aliciante e a justificação da situação aceitável, por isso decidi aceitar.

Ok, já sabia que o valor era baixo e que as chatices com as Finanças e a SS iriam regressar mas pensei que estando bem informada, conseguiria gerir a situação.

Só que não, claro.

Antes de abrir atividade fui, propositadamente à SS perguntar em que escalão me enquadrariam. Fui duas vezes. Das duas vezes me disseram que, sendo um reinício, o escalão inicial seria o 0 (62 euros). Eu vi esta informação ser-me dada duas vezes com o meu perfil da SS aberto, ostentando as datas e valores da minha atividade passada. Duas vezes.

Abri atividade no início da minha colaboração com a empresa para cumprir com o meu dever e de forma honesta, deixar de receber o subsídio de desemprego na data em que realmente comecei a trabalhar (e não a data em que emitiria o primeiro recibo).

Acabei por ainda não ter nada faturado mas sabia que tinha de pagar na mesma a contribuição à SS referente ao mês de Janeiro e lá fui eu ao multibanco pronta para pagar os 62 euros.

Só que não.

Introduzo os dados, carrego OK e aparecem 248 euros para pagar. Espera lá que já houve engano.

Só que não.

Ligo para a linha de apoio e não, não houve engano nenhum. Enquadraram-me no 3° escalão, com base nos rendimentos de 2015.

Depois de mais dois telefonemas e uma visita à SS, ninguém é responsável por prestar informações erradas, eu não posso fazer nada a não ser pedir a redução para o escalão 1 e pagar, no mínimo e se tudo correr bem, dois meses de escalão 3. Parece menos mal, não é?

Só que não.

São 500 euros. Volto a referir que não faturei nada. Não faturo nada desde março de 2016. E tenho de pagar 500 euros. Parece impossível, um erro certamente!

Só que não.

Utilizam o que faturei há dois anos para decidir o que devo contribuir hoje. Dois anos depois. Dois anos em que quando precisei de usufruir das minhas contribuições à SS…Kaput. Dois anos é muito tempo e muita coisa muda.

Só que não.

Aparentemente, nalgumas coisas, nada muda mesmo. Esta merda de situação (não me esqueci de riscar ou substituir por asteriscos, é mesmo merda que quero dizer) continua a existir. Mudaram cores e ventos políticos mas as merdas, são as mesmas! Merdas que impedem as pessoas normais de ter uma vida normal, fácil de entender não é?

Só que não.

Dizer que o desemprego é um flagelo e que o importante é criar mais postos de trabalho é, basicamente, só uma ideia de merda. O flagelo são as faltas. A falta de condições. A falta de respeito pelo trabalho. A falta de respeito pelos trabalhadores. A falta de perspectiva.

Trabalho há muito. Há muito para fazer em Portugal. Devia ser um bom sinal.

Só que não.

Trabalhares como te é exigido, teres formação, alguns anos de experiência profissional, 20 cursos extra, falar fluentemente 3 línguas, ter experiência internacional, disponibilidade para full time, vender a alma ao diabo e mais horas extra pagas a “parece bem”, devia ser suficiente para teres, pelo menos, dinheiro para comeres e viveres normalmente. Sem grandes merdas.

Só que em Portugal não, mesmo.

J.

Hoje é dia dos…

Actos espontâneos de generosidade…

large_bursting_2

Caso, ainda, não tenham praticado nenhum, aqui ficam algumas ideias, bastante simples ( todas gratuitas) para melhorar este mundo louco e (no fim do dia) a nossa própria vida:

  • Elogiar, sinceramente e sem graxismos (um bom trabalho, um bom look, uma boa ajuda, uma boa pessoa). Todos gostamos de nos sentir valorizados e quem sabe se não será o primeiro elogio que o nosso interlocutor recebe em muito tempo…
  • Ouvir, mesmo os mais chatos. Todos precisamos de alguém que, simplesmente, nos ouça, de vez em quando;
  • Agradecer, sempre e sinceramente, a quem lhe deu uma ajuda (a encontrar aquele chocolate no supermercado, a resolver aquele problema no trabalho, a ultrapassar um dia mais difícil, a ligar a um médico para arranjar uma consulta);
  • Partilhar aquele vídeo que valeu umas boas gargalhadas, para que outros também se possam rir;
  • Roubar uma gargalhada a alguém;
  • Telefonar a um amigo só para saber se está tudo bem;
  • Oferecer um café;
  • Segurar a porta ou o elevador para quem vem atrás de nós;
  • Mandar uma mensagem para aquela pessoa que sabemos que está a precisar de uma “forcinha”;
  • Fazer e oferecer um bolo a alguém;
  • Pôr um ponto final em conversas venenosas sobre outros;
  • Aprender a sermos generosos connosco (estamos a dar o nosso melhor, afinal).

sre-bom-apenas-momentos-bondade-palavras-2bde2banimo-2btumblr

Usem a hashtag #rakweek2017 e visitem o site RAK, afinal, tal como os actos de generosidade, as boas ideias também devem ser partilhadas.

 

P.

Imagem daqui e daqui

E a amizade?  

O que é que se passa com a amizade? Se os amigos são tão importantes na nossa vida, como é que temos tão pouca vida para os amigos? Tudo Serve de desculpa: o trabalho, a família, o sono o sofá… habituamo-nos a adiar encontros cada vez com menos caracteres; conversamos com ecrãs, rimos com as teclas e fazemos likes para enganar a saudade. Mas entre um não posso e outro os grandes amigos vão se tornando estranhos, o que é estranho! As grandes amizades não pedem muito mas pedem manutenção. Pedem olhares, silêncios, sintonia, piadas que mais ninguém percebe; pedem tempo, mesmo que parece pouco, vai sempre parecer.

Não precisamos de mil amigos, precisamos de bons amigos, muito mais do que imaginamos. Va lá, liga-lhes e fura-lhes a agenda! Arranca-os da rotina, das desculpas, seja a que horas for! Se estiveres de pijama veste umas calças por cima, marca encontro no sitio do costume e façam o que sempre fizeram…nada. Tenham conversas que não levam a lado nenhum, contem as mesmas histórias de sempre mas estejam juntos! Está na altura de pousarmos o telefone e levantarmos o copo; se não puderes hoje vai amanhã, mas vai mesmo! Se a vida conspira contra a amizade, conspiremos juntos para a defender!

direito-1

Campanha Publicitária da SuperBock

Leva a amizade a sério

P.

Imagem daqui

Toda a verdade sobre o Dia dos Namorados!

Nunca fui grande fã do Dia dos Namorados (ou de São Valentim, as you wish) e não o festejo há uns 15 anos. Mais, desde essa altura, em que terminei uma relação à beira deste dia enquanto toda a gente me perguntava “quais os meus planos para o dia dos namorados”, tornei-me uma espécie de “hater gozona” do mesmo.

Isto agravou-se depois daquela vez em que me esqueci que era dia dos namorados ( sim, posso ser bastante distraída), tentei ir jantar fora ( conseguem imaginar o horror desta experiência?) e acabei a encomendar uma pizza às 10 da noite, cansada, esfomeada e a ver corações de papel em todo o lado…

Compreendo, no entanto, a importância do dia, nomeadamente, para as floristas, criadores de menus especiais com pétalas de rosa e muitos frutos vermelhos e para as lojas que vendem almofadas, armário, dossiers, canetas e cadeiras em forma de coração.

Lembro-me de, no ciclo, a professora de inglês nos dar, como trabalho de casa, fazer um postal, comemorativo deste dia, onde cada um colocaria um poema, em inglês e enviava a quem quisesse na escola. Enviei o meu ao maior convencidão da turma, com o poema mais romântico que encontrei:

0519e885c560d396545951dbaf3ebcde210c3e-retina-thumbnail-large

P.

Imagem daqui

Os 9 looks mais bizarros dos Grammys 2017

Além da grande noite da música ter ficado marcada pela mítica homenagem a Prince protagonizada por Lady Gaga e os Metallica e pelo discurso de Adele ao dividir a sua estatueta de melhor Álbum do ano com Beyoncé, a noite dos Grammys ficou, como sempre marcada pelas escolhas na passadeira vermelha (um verdadeiro delírio para a vista e para a imaginação).

Girl Crush, veio original, e eu só consegui lembrar-me de uma enorme piscina de bolas quando a vi…

sem-titulo1

Jacqueline Van Bierk, também optou por um look discreto ( nota mental para este carnaval: suporte de Cd’s )

sem-titulo2

Joy Villa parece que está a recrutar para as forças armadas norte-americanas ( de onde é que isto saiu…?)

sem-titulo3

CeeLo Green, não resistiu ao look do homem estátua do Rossio

sem-titulo4

Mike Posner, foi buscar inspiração para o seu look ao boneco ecológico

sem-titulo5

Laverne Cox e o eterno problema do dedinho fugitivo

sem-titulo6

Lady Gaga volta aos tempos de rebeldia (qual será a verdadeira. a tresloucada ou a Miss Robinson?!)

sem-titulo8

Fiquei na dúvida: será que o Chance the Rapper está aflito para ir à casa de banho?

58a1086225000034080b8863

Taraji P. Henson deixou-me a pensar ” como é que ela se sentou?”

sem-titulo7

P.

Imagens adaptadas daqui, daquidaqui,  daquidaquidaquidaqui e daqui